Os Reflexos do Outro

Os Reflexos do Outro

Existe uma confusão natural entre as dualidades “Bem ou Mal” e “Certo ou Errado” e ambos os conflitos acabam caindo dentro da discussão do maniqueísmo, a filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Maniqueu, filósofo cristão do século III, que divide o mundo simplesmente entre Deus ou Diabo. De acordo com esse pensamento, a matéria é intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.

Para escrever essa experiência, baseada em luto e perdas, busquei me afastar o máximo possível de qualquer julgamento de caráter, entendendo que os seres humanos são criaturas instáveis, sensíveis e com sentimentos complexos. Foi um exercício divertido, porém desgastante, de abdicar de minhas próprias perspectivas e convicções para mergulhar em diferentes situações emocionais, de forma a criar simulacros sentimentais que pudessem construir minhas personagens de dentro para fora.

Da mesma maneira que o livro é construído com base em uma cadeia de sentimentos individuais, ações e suas consequências, gerando um ciclo espiral e decadente, onde todos estão conectados, ele demonstra que precisamos evitar ser levianos. Não é fácil se colocar no lugar do próximo. São infinitas as cordas do destino que sustentam cada segundo de nossas vidas e o máximo que podemos enxergar são reflexos do outro em fragmentos de nós mesmos.

Creio que a palavra que mais marcou o processo criativo de O Sexto Estágio seja: “empatia”. Para mim, essa também é a palavra que representa uma nova forma de ver a vida, minhas relações e o mundo ao meu redor. A verdade é que nunca sabemos a profundidade dos desafios ou das perdas de cada um, sendo que muitas vezes os que mais sofrem são também os que mais escondem suas dores.

Comentários

HOMERO MEYER

Autor de textos inacabados, pensamentos acelerados e discursos exagerados que tendem a existir entre a realidade e a mais profunda utopia.

Tudo nessa frase representa Homero Meyer, porém, depois de colocar o ponto-final em seu primeiro romance e lançá-lo ao mundo, ele aprendeu o valor de concluir e dividir seus pensamentos. Trocar experiências através de palavras, como forma de construir novas emoções, fez com que o antigo hobby solitário se tornasse o seu maior objetivo de vida.

HOMERO MEYER

Autor de textos inacabados, pensamentos acelerados e discursos exagerados que tendem a existir entre a realidade e a mais profunda utopia.

Tudo nessa frase representa Homero Meyer, porém, depois de colocar o ponto-final em seu primeiro romance e lançá-lo ao mundo, ele aprendeu o valor de concluir e dividir seus pensamentos. Trocar experiências através de palavras, como forma de construir novas emoções, fez com que o antigo hobby solitário se tornasse o seu maior objetivo de vida.

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